LED: entenda porque essa é a tendência para as torres de iluminação – parte 2



No post anterior, analisamos a chegada ao mercado de novos modelos de torres de iluminação que utilizam tecnologia LED ao invés das tradicionais lâmpadas de haleto metálico. Comparamos os aspectos econômicos destas opções, mas isso não esgota o assunto. Existem também diferenças significativas quanto à qualidade, segurança e impacto ambiental. Confira:

- Sustentabilidade: conforme vimos, o LED exige menor queima de combustível, e como consequência também emitirá muito menos gases de efeito estufa. Além disso, as lâmpadas de haletos metálicos quando quebradas requerem manuseio e descarte especiais devido a componentes perigosos como o mercúrio por exemplo.

- Radiação UV: igualmente perigosa é a radiação UV que as lâmpadas de haleto emitem e requerem um filtro incorporado na lâmpada para evitar seus efeitos nocivos. Um problema que não acontece com o LED.

- Direção da luz: os LEDs emitem luz direcionada num raio de 180 graus, permitindo focar e aproveitar melhor a iluminação, enquanto que as lâmpadas de haleto emitem a luz em 360 graus, o que significa perdas e menor eficiência geral do sistema. Para minimizar estas perdas, torres de iluminação convencionais possuem refletores, mas mesmo assim muito da luz emitida acaba sendo desperdiçada. Com LEDs não são necessários refletores.

- Dimerização: Os LEDs são muito fáceis de dimerizar, desde 100% da luz até 0,5%. Isso confere grande flexibilidade em situações específicas, o que não existe com as lâmpadas de haletos.



- Segurança: lâmpadas de haleto metálico emitem uma quantidade significativa de calor (aproximadamente 10-15% da energia total consumida é desperdiçada na forma de calor). Isso gera um grande aquecimento, que requer cuidados no manuseio. Além disso, elas podem quebrar, gerando fragmentos cortantes e contaminando o ambiente com substâncias químicas nocivas. O LED é frio e pode ser tocado mesmo quando ligado. Além disso, é “solid state”, muito mais difícil de quebrar e mesmo assim quando isso acontece, não libera nenhum tipo de substância ou fragmentos que coloquem em risco a saúde dos operadores.

- Facilidade de transporte: os mesmos motivos que tornam o LED mais seguro, também o fazem mais fácil de transportar. Uma luminária LED é muito mais resistente a choques do que um frágil bulbo de vidro.

- Adequação: pelos mesmos motivos expostos acima, como uma torre de iluminação é predominantemente usada em construções e mineração, a robustez do LED é bem mais adequada às adversidades que estes ambientes proporcionam.

- Ciclagem: ao se aproximarem de sua meia vida, e dependendo das condições de trabalho, as lâmpadas de haleto estão sujeitas à ocorrência de um problema denominado ciclagem, onde começam a cintilar de modo visível (intermitência).

- Cobertura luminosa: toda a eficiência superior do LED, acaba por resultar em uma área de cobertura maior em relação à mesma potência/intensidade de uma torre utilizando haleto.

Como conclusão, temos que a iluminação LED tem custos iniciais relativamente mais altos, porém o custo total de vida útil e manutenção é menor.

Além disso, existe também um outro fator de grande impacto prático que é a qualidade da luz. Sim, para uma mesma “quantidade” de luz (medida em lumens), a qualidade pode variar muito. Mas isso é assunto para outro post. Acompanhe nosso blog e mantenha-se informado sobre as tendências tecnológicas em torres de iluminação.

 

 
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