Tendência para leilões de energia de baixa potência favorece usinas baseadas em geradores a diesel.

Desde 2004, quando recebeu da Aneel a atribuição de operacionalizar os leilões de contratação de energia no ambiente regulado, a CCEE já realizou 71 certames. Os contratos firmados representaram uma movimentação financeira de cerca de R$ 1,5 trilhão. Os leilões negociaram cerca de 24.701 MW médios em energia nova, 27.375 MW médios em leilões de energia existente, 5.077 MW médios em leilões de ajuste, 4.139 MW médios em leilões de energia de reserva, 997 MW médios em leilões de fontes alternativas, e 6.135 MW médios em leilões de projetos estruturantes.

Em 2016, influenciado pelo cenário de crise econômica e sobrecontratação das distribuidoras, o governo realizou apenas dois leilões de energia nova, um deles do tipo A-5, com 201,8 megawatts (MW) médios contratados, e um de reserva, que negociou 95,4 MW médios, totalizando a contratação de apenas 297,2 MW médios – um dos volumes mais baixos desde a implantação do atual modelo regulatório, em 2004.

A tendência é de que o governo continue priorizando leilões de transmissão de energia com lotes menores, para melhorar a atratividade.

Neste cenário, o uso da arquitetura baseada em módulos sincronizados de geração a diesel, se torna não apenas um interessante fator de competitividade, mas também de lucratividade. Conforme vimos neste blog, o uso de uma nova geração de equipamentos de energia portátil a diesel consegue reunir os conceitos de SUSTENTABILIDADE, MODULARIDADE e PLUG&PLAY, superando todos os obstáculos inerentes à construção de usinas termoelétricas com outras matrizes energéticas. São eliminados custos de redução de riscos ambientais, de montagem de infraestrutura e de manutenção, permitindo reduzir custos sem prejudicar margens. O tempo de implementação de uma UTE convencional, a gás natural ou carvão é de anos, enquanto que usinas modulares baseadas em geradores de energia podem ser operacionalizadas em questão de meses. Desta forma, um vencedor de um leilão consegue iniciar o fornecimento de modo muito mais ágil, e com esta mesma velocidade, consegue responder às demandas do mercado. Se a demanda cair, basta desativar módulos. Se a demanda aumentar, incrementar módulos leva poucas semanas.

A tendência de mais termoelétricas de menor potência, ao invés de geradoras massivas, é mundial. Na Alemanha, existe um ousado projeto que cogita a geração totalmente pulverizada ao longo de uma cidade, com módulos integrados através de sincronizadores inteligentes. Esta tecnologia de fato, não possui limites, na medida em tais sincronizadores podem fazer vários geradores de energia atuarem com uma só máquina.

A geração pulverizada, modular e com investimentos diversificados é uma tendência, e todas as evoluções tecnológicas avançam neste sentido.


Usinas de energia para fins públicos ou privados são uma tendência em países em desenvolvimento, devido à rapidez, simplicidade e baixo custo de instalação.
Acima. Etiópia: 4 unidades com modelo QAS 500 (total de 2MVA)
À esquerda México: 6 unidades de QAC 1250, total de 7,5 MVA
À direita Angola: 5 unidades QAC 1000, total de 5 MVA

 

 
Loading
Conheça Nossos Canais:








 

VÍDEOS EM DESTAQUE

Assista o vídeo
Atlas Copco - Geradores QAS 360 / QAS 550
Assista o vídeo
Atlas Copco - Geradores QAS 360 / QAS 550
 

Sobre o blogER

O blogER, é um blog feito para engenheiros e profissionais da construção civil. Para saber as novidades do setor de energia portátil, entre no nosso blog, e também nos acompanhe nas redes sociais.

 
 

Comentários

Não há comentários para este artigo.

Nome:

E-mail:

Telefone:

Comentário: