#52 - Recordes históricos de calor: mais um componente na crise energética

Este blog tem abordado e analisado com frequência o prognóstico de piora na disponibilidade e custo da energia em nosso país. Conforme vimos no post #48, são sete fatores que contribuem para um cenário perigoso para quem depende apenas da energia das concessionárias. Melhor dizendo, eram sete. Um novo fator acaba de surgir, vindo das distantes águas do Pacífico. O fenômeno El Niño, que aquece as águas da região, altera toda a dinâmica climática e tem agravado ainda mais a situação de seca em vários pontos do país, assim como gerado temperaturas entre as mais elevadas de toda a história. E o que fazemos quando está quente? Ligamos o ar condicionado...

2014 foi o ano mais quente de toda a história da Terra.

O aumento do consumo no já sobrecarregado sistema de energia, fez com que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal responsável pela coordenação e controle de geração e transmissão de energia elétrica no País determinasse: "Restrições na transferência de energia das regiões norte e nordeste para o sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica." – conforme nota oficial divulgada.

Cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal registraram apagão de até duas horas, na tarde desta segunda-feira (19).

A queda de energia parou estações de metrô em SP – Luz e República e a linha 4-Amarela, com passageiros obrigados a caminhar pelos trilhos para deixar os vagões. Parou semáforos em várias cidades e, novamente deixou hospitais sem energia. Conforme vimos no post anterior, outro hospital, a Maternidade Sinhá Junqueira de Ribeirão Preto ficou pelo menos 1 hora sem energia. Mas desta vez, os geradores de energia funcionaram.

Os geradores de energia, aliás, parecem ser a única saída para quem não pode ficar à mercê das oscilações das concessionárias. Conforme vimos no post #50, o custo da energia fornecida por estes equipamentos tem caído em relação ao mercado de distribuição.

Segundo Rodrigo Vidal – gerente de produto de energia portátil da Atlas Copco, as vendas de geradores portáteis têm aumentado significativamente, para empresas de um modo geral.

“Estes geradores foram desenvolvidos originalmente para a indústria de construção civil, mas o fato de serem fabricados no Brasil, com entrega rápida e vários itens em estoque, com crédito fácil pelo FINAME e cartão BNDES, além de serem prontos para usar, sem necessidade das instalações necessárias para um gerador comum, têm motivado seu uso em outros tipos de indústria. Atualmente nosso leque de potências abrange desde 24kVA até 550kVA, com infinitas possibilidades de expansão modular, o que atende a qualquer tipo e tamanho de empresa.” – explica Vidal.

O mercado de locadores também cresce com esse aumento de demanda.

Segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira de Locadores de Equipamentos (Alec) em agosto do ano passado, 48,57% das empresas consultadas experimentaram um aumento nas receitas no primeiro semestre de 2014 em relação ao segundo semestre de 2013.


 
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